IPS: disciplina antes do produto
O Investment Policy Statement (IPS) é um documento curto, mas sua função é grande: transformar intenções vagas em regras de decisão. Ele registra objetivos, horizonte, liquidez, tolerância e capacidade de risco, alocação estratégica e critérios de revisão.
Sem esse registro, cada oscilação convida a uma nova narrativa. A carteira passa a depender do humor do investidor, do assessor ou da notícia do dia. O IPS não elimina incerteza; ele reduz decisões improvisadas dentro da incerteza.
Um bom IPS também melhora a conversa entre cliente e profissional. As divergências deixam de ser pessoais e passam a ser comparadas com critérios previamente acordados. Primeiro vem a política. Depois, os produtos que conseguem servi-la.

Sou economista pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e mestre em Administração, com ênfase em Finanças, também pela UFRN. Minha formação combina análise econômica, métodos quantitativos e interesse por decisões tomadas sob incerteza.
Como professor universitário, trabalho principalmente com Estatística, Matemática e Matemática Financeira. Procuro transformar conceitos abstratos em raciocínios verificáveis, exemplos concretos e ferramentas que o estudante consiga usar de forma autônoma.
Como Planejador Financeiro certificado CFP®, meu interesse é planejamento financeiro orientado por evidências e construção de decisões coerentes com objetivos, riscos e horizonte de cada pessoa.
Ensino, pesquisa e planejamento financeiro não são frentes dispersas. Nas três, a disciplina é a mesma: questionar premissas, verificar dados, fundamentar escolhas e traduzir rigor técnico em algo compreensível e útil.